


A paisagem impressiona antes mesmo da mesa ser posta.
Cânions que redesenham o horizonte, araucárias que atravessam o céu e um silêncio que convida à contemplação. Foi nesse cenário que o Mesa Gaúcha iniciou o mapeamento das regiões turísticas do Rio Grande do Sul. A primeira escolhida: Campos de Cima da Serra.
Resultado de uma pesquisa conduzida a partir da escuta de quem vive o território, o estudo revela como natureza, cultura campeira e gastronomia se entrelaçam para formar uma identidade única e estrategicamente potente para o turismo.
Natureza como protagonista
Diferentemente de destinos que operam na lógica do entretenimento e da escala, Campos de Cima da Serra se diferencia pela profundidade da experiência. A região entrega paisagens preservadas, ecoturismo de imersão, turismo de colheita e uma vivência autêntica da vida campeira.
O posicionamento identificado pelo Mesa Gaúcha parte de três fundamentos centrais:
- A natureza convida à aventura;
- Lá do alto a vista é diferente;
- A beleza está na simplicidade.
Aqui, o luxo não está no excesso, mas na autenticidade.
Geografia que molda o sabor
Se a paisagem define o olhar, ela também define o paladar. A altitude molda o clima. O clima molda o cultivo. O cultivo molda o sabor. Comer em Campos de Cima da Serra é experimentar a própria geografia.
A pesquisa identificou ingredientes-símbolo que representam essa identidade: mel de bracatinga, pinhão, queijo serrano e truta. Produtos que não apenas compõem pratos, mas carregam memória, território e modo de vida.
Entre as receitas tradicionais, estão o entrevero serrano, o assado de longa cocção, o carreteiro de charque e a sapecada de pinhão, herança tropeira que conecta passado e presente ao redor da brasa.
Comida como experiência cultural
O mapeamento também conectou a região a movimentos contemporâneos do turismo global. Comer deixou de ser complemento de viagem e passou a ser critério de decisão.
Dados internacionais apontam que a maioria dos viajantes busca experiências gastronômicas para compreender melhor a cultura local. Nesse contexto, Campos de Cima da Serra tem potencial para se posicionar a partir de tendências como:
- O “sabor da aventura”, onde comer acontece em movimento, integrado à paisagem;
- O hiperlocalismo, em que a fazenda deixa de ser bastidor e se torna a própria mesa;
- Experiências imersivas que aproximam visitante e produtor.
Mais do que consumir, o turista quer participar. Mais do que provar, quer compreender.
Identidade antes de localização
A principal conclusão da pesquisa é clara: não basta ter paisagem, é preciso ter narrativa. Não basta ter localização, é preciso ter identidade.
Campos de Cima da Serra reúne atributos naturais e culturais que, quando organizados sob uma estratégia de marca-lugar, fortalecem o desenvolvimento econômico regional e ampliam seu potencial turístico.
Como sintetiza a assinatura construída a partir do estudo:
“No alto tudo muda: o sabor, a vista e a gente.”
Com esse primeiro mapeamento, o Mesa Gaúcha inaugura uma jornada por outras regiões do Estado, consolidando a gastronomia como ponto de encontro entre cultura, turismo e desenvolvimento.
O Festival Mesa Gaúcha é apresentado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.
Confira a pesquisa completa aqui:
Campos de Cima da Serra
Onde o frio abraça, o fogo aquece e o sabor nasce do campo.
Litoral Norte
O sal do mar tempera a alma e convida a celebrar à beira da brasa.
Missões
Onde o passado reza, o presente cozinha e o futuro tem sabor de fé.
Rota das Araucárias
Entre pinheiros e montanhas, a mesa é um convite à fartura e aconchego.
Vale da Felicidade
Aqui, o sabor é urbano, criativo e feito com alma de colônia.
Pampa e Fronteira
Onde o vento corre livre e o churrasco é língua universal.
Vale do Rio Pardo
O sabor da colônia, o brinde da cerveja e a alegria que nunca esfria.

