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Um campo sem fim que começa na mesa.

A vastidão impressiona antes mesmo de sentar. Campos abertos que se perdem no horizonte, o cheiro de brasa no ar, o silêncio denso do entardecer na estância. Foi nesse cenário que o Mesa Gaúcha chegou ao Pampa e à Fronteira, um território onde a identidade gaúcha encontra sua forma mais essencial e onde a mesa sempre foi o centro da vida, não o seu complemento.

 

Resultado de uma pesquisa construída a partir da escuta de quem vive e produz nessa terra, o estudo revela como paisagem, cultura campeira e gastronomia se fundem para compor uma das identidades mais reconhecíveis do Brasil.

Um território sem barreiras

O Pampa e a Fronteira não operam na lógica do isolamento. Sua fronteira seca com o Uruguai e a Argentina nunca foi barreira, foi passagem, troca, convivência. Cavaleiros, tropeiros e estancieiros construíram juntos uma hermandade que ainda se sente à mesa.

 

O posicionamento identificado pelo Mesa Gaúcha parte de três fundamentos centrais:

 

• A vastidão como experiência;

• A fronteira como lugar de encontro, não de separação;

• O fogo como linguagem comum.

 

Aqui, o tempo não é obstáculo. É ingrediente.

Geografia que molda o sabor

Se o campo define o olhar, ele também define o paladar. O bioma Pampa, um dos mais ameaçados do Brasil e ao mesmo tempo um dos mais ricos em biodiversidade, molda o solo, o clima e os ciclos produtivos que chegam à mesa.

 

A pesquisa identificou ingredientes-símbolo que representam essa identidade: carne bovina e ovina, mogango, pêssego, azeitona e as uvas viníferas da Campanha Gaúcha. Produtos que não apenas compõem pratos, mas carregam memória, território e modo de vida.

 

Entre as receitas tradicionais, estão a costela de ovelha na brasa, as mollejas à moda da fronteira, o chivito gaúcho e o clericot com uvas da Campanha, preparos que conectam passado e presente ao redor do fogo.

Comida como experiência cultural

O mapeamento também posicionou a região dentro de movimentos contemporâneos do turismo global. No Pampa e na Fronteira, o enoturismo transformou estâncias em destinos e a Campanha Gaúcha se consolidou como um dos principais terroirs de vinhos finos do Brasil.

 

Nesse contexto, a região tem potencial para se posicionar a partir de tendências como:

 

               • O turismo de estância, onde a fazenda deixa de ser cenário e se torna a própria experiência;

               • O enoturismo de campo aberto, que une paisagem, vinho e gastronomia em uma mesma jornada;

               • Experiências de fogo lento, que aproximam visitante, produtor e cultura campeira.

 

Mais do que consumir, o turista quer participar. Mais do que provar, quer pertencer.

Identidade antes de localização

A principal conclusão da pesquisa é clara: não basta ter paisagem, é preciso ter narrativa. Não basta ter fronteira, é preciso saber o que ela carrega.

 

O Pampa e a Fronteira reúnem atributos naturais e culturais que, quando organizados sob uma estratégia de marca-lugar, fortalecem o desenvolvimento econômico regional e ampliam seu potencial turístico.

 

Como sintetiza a assinatura construída a partir do estudo:

“Tudo o que se mistura continua.”

 

Com esse mapeamento, o Mesa Gaúcha reafirma a gastronomia como ponto de encontro entre cultura, turismo e desenvolvimento, e revela que, no Pampa, o que parece simples carrega séculos de história.

 

O Festival Mesa Gaúcha é apresentado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.

Campos de Cima da Serra

Onde o frio abraça, o fogo aquece e o sabor nasce do campo.

Litoral Norte

O sal do mar tempera a alma e convida a celebrar à beira da brasa.

Missões

Onde o passado reza, o presente cozinha e o futuro tem sabor de fé.

Rota das Araucárias

Entre pinheiros e montanhas, a mesa é um convite à fartura e aconchego.

Vale da Felicidade

Aqui, o sabor é urbano, criativo e feito com alma de colônia.

Pampa e Fronteira

Onde o vento corre livre e o churrasco é língua universal.

Vale do Rio Pardo

O sabor da colônia, o brinde da cerveja e a alegria que nunca esfria.

Um convite à mesa do Rio Grande

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