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A paisagem impressiona

Araucárias centenárias rasgam o céu, as águas nascem entre pedras e o cheiro de pinhão assado marca o ar antes de qualquer palavra. Foi nesse cenário que o Mesa Gaúcha mapeou a Região Turística das Araucárias, um território onde o tropeirismo deixou raízes profundas e a gastronomia carrega memória de longa data.

 

Resultado de uma pesquisa conduzida a partir da escuta de quem vive o território, o estudo revela como cultura serrana, abundância das águas e saberes ancestrais se entrelaçam para formar uma identidade singular e com alto potencial turístico.

Onde a vida corre sem perder as raízes

Diferentemente de destinos que operam na lógica do entretenimento de massa, a Região Turística das Araucárias se destaca pela autenticidade de uma vivência ainda preservada. O território é lar da Capital Nacional das Cascatas, nascente do Rio Uruguai e de araucárias com séculos de história, uma combinação que une a força das águas à cultura gaúcha mais genuína.

 

O posicionamento identificado pelo Mesa Gaúcha parte de três fundamentos centrais:

 

- A cultura tem emoção;

- A vida em meio às águas;

- Hospitalidade com raízes.

 

Aqui, o que encanta não é o espetáculo, é a profundidade.

Geografia que molda o sabor

Se a paisagem define o olhar, ela também define o paladar. Os rios e açudes moldam o território. O tropeirismo deixou seus rastros nos pratos. A floresta de araucárias deu nome e identidade à região.

 

A pesquisa identificou ingredientes-símbolo que representam essa identidade: pinhão, carne bovina e cordeiro mamão, salame artesanal, erva-mate e carpa. Produtos que não apenas compõem pratos, mas carregam território, técnica e modo de vida, da Indicação Geográfica da erva-mate ao salame que preserva a herança europeia em cada fatia.

 

Entre as receitas tradicionais, estão o churrasco em espeto de pau, a carpa ao molho cambona de erva-mate, a pizza de cordeiro, o alfajor de erva-mate, a farofa de pinhão, o feijão tropeiro e o galeto serrano, patrimônios gastronômicos que conectam passado e presente ao redor do fogo.

Comida como experiência cultural

O mapeamento também conectou a região a movimentos contemporâneos do turismo global. Comer deixou de ser complemento de viagem e passou a ser critério de decisão.

Dados internacionais apontam que a maioria dos viajantes busca experiências gastronômicas para compreender melhor a cultura local. Nesse contexto, a Região Turística das Araucárias tem potencial para se posicionar a partir de tendências como:

 

O hiperlocalismo, em que o território deixa de ser cenário e se torna protagonista;

O "fazenda é a mesa", aproximando o visitante da terra e do produtor;

Experiências imersivas que traduzem a emoção do tropeiro.

 

Mais do que consumir, o turista quer participar. Mais do que provar, quer compreender.

Identidade antes de localização

A principal conclusão da pesquisa é clara: não basta ter localização, é preciso ter identidade. A Região Turística das Araucárias reúne atributos naturais, culturais e históricos que, quando organizados sob uma estratégia de marca-lugar, fortalecem o desenvolvimento econômico regional e ampliam seu potencial turístico.

Como sintetiza a assinatura construída a partir do estudo:

 

"Onde a vida corre sem perder as raízes."

Com esse mapeamento, o Mesa Gaúcha reforça sua jornada pelas regiões do Estado, consolidando a gastronomia como ponto de encontro entre cultura, turismo e desenvolvimento.

 

O Festival Mesa Gaúcha é apresentado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.

 

Confira a pesquisa completa aqui:

Campos de Cima da Serra

Onde o frio abraça, o fogo aquece e o sabor nasce do campo.

Litoral Norte

O sal do mar tempera a alma e convida a celebrar à beira da brasa.

Missões

Onde o passado reza, o presente cozinha e o futuro tem sabor de fé.

Rota das Araucárias

Entre pinheiros e montanhas, a mesa é um convite à fartura e aconchego.

Vale da Felicidade

Aqui, o sabor é urbano, criativo e feito com alma de colônia.

Pampa e Fronteira

Onde o vento corre livre e o churrasco é língua universal.

Vale do Rio Pardo

O sabor da colônia, o brinde da cerveja e a alegria que nunca esfria.

Um convite à mesa do Rio Grande

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